Arquivo de Fevereiro de 2009
Artigos Alvaro Mello em 13 Fev 2009
Tudo igual.
Nada de novo em matéria de liderança. Mudam-se os estilos de abordagem, mas sempre ao final existe a lista.
“A lista das 10 qualidades imprescindíveis para o líder de hoje.”
“A lista das sete competências indispensáveis para o gestor moderno.”
“A lista das habilidades mais desejáveis para líderes em tempos de crise.”
A lista, a lista, a lista….
Ou então surgem as perguntas: como serão os lideres de amanhã, seus sucessores, a diferença entre chefe e líder, nascemos líderes?
E o conteúdo muda pouco.
E liderança continua sendo um tema cada vez mais solicitado. Ou a população de líderes cresceu demais ou as abordagens têm sido pouco eficazes, porque a coisa está cada vez mais difícil para ambos os lados, líderes e liderados.
A tecla continua batendo no mesmo ritmo e compasso. O assunto tem se tornado cada vez mais repetitivo. Há muito, no meu ponto de vista, não existe nada inovador, de estrutura realmente diferente.
Gostaria de encontrar um caminho muito mais eficaz para que as lideranças realmente possam dar frutos e se desenvolverem.
Quando reflito no processo de aprendizado e no desenvolvimento de competências, que inclui não só um conhecimento teórico, mas experiência e habilidade, bem como disposição e vontade, me pergunto onde está a maior falha ou maior gap?
Não acredito que seja no conhecimento teórico, pela minha vivência e pelo próprio depoimento de muitos deles. Nas médias e grandes empresas os líderes sabem o que precisam fazer, leem livros, artigos e cases sobre o assunto, fazem cursos, treinamentos.
Quanto à experiência e habilidade talvez o gap seja maior.
Para se adquirir habilidade é preciso experimentar e hoje para experimentar é preciso já saber, já ter a habilidade. Um paradoxo da qualidade total.
Será que existe nas empresas espaço, tempo e dinheiro para o exercício ou aprendizado do líder? Para o erro? Afinal para que alguém possa exercitar habilidades, para desenvolvê-las é necessário educá-la e educação pressupõe um tutor, um orientador.
E há ainda a questão da vontade e atitude. Será que se quer ser líder por algum motivo mais além do salário maior, vaidade e vaga no estacionamento interno? Pois hoje para ser líder, você terá que ser onipotente, onipresente, sensato, milagreiro, santo, exemplo para tudo nessa vida…
Para querer se tornar líder é preciso inspiração! Alguém em quem se inspirar. É preciso acreditar na geração e no mundo futuro, que faz da sua experiência motor para que outros possam andar, se arriscar, porque vale a pena!
Desejo aos experientes que sejam inspiração, que mesmo não tendo as mesmas forças para mudar, movam seus liderados para que o façam, possibilitem espaço e confiança para que de fato haja aprendizado entre vocês.
Aos mais novos espero que procurem inspiração e coragem para liderar, arrisquem-se, na confiança de que há um olhar experiente para suas iniciativas e que as consequências serão fruto de seu aprendizado.
Talvez a novidade seja o velho caminho de unir a experiência dos mais velhos e a vontade e a disposição de mudança dos mais jovens. Isso possibilitaria uma troca de conhecimento em níveis bem diferenciados. Que riqueza!
Será tão difícil?
Um abraço,
Martha Carvalho
Artigos Alvaro Mello em 02 Fev 2009
Desenvolvimento de Pessoas: Inovação é Fundamental
Se você quer ver de maneira estruturada como andam as tendências em materia de…. quase tudo, vai aqui uma boa dica: www.slideshare.net. Um site aberto e democrático onde você pode encontrar, em forma de apresentação, desde os resultados financeiros do Google no trimestre até uma palestra do Garr Reynolds ensinando como fazer uma apresentação de sucesso, entre muitas outras coisas interessantes e algumas outras, nem tanto.
Deixo por volta de 1 hora por semana para navegar por lá e ver o que vem acontecendo de novo no pensamento e nas ferramentas de gestão de pessoas.
Mas por que esta propaganda gratuita?
Nossa principal tarefa como consultor é desenvolver as pessoas para que as empresas onde elas trabalham também se desenvolvam. Este desenvolvimento pode ser dividido em 3 partes igualmente importantes:
1. O Foco Pedagógico:
Consiste em adquirir conhecimentos novos, melhores, mais profundos, adquirir mais experiência ou habilidades. Aprender algo.
2. O Foco Psicológico:
Consiste em corrigir conceitos, interpretações ou visões distorcidas da realidade observada agora. Pode ser que determinado conceito não se aplica mais aos tempos que vivemos. Desaprender algo.
3. O Foco Criativo:
Consiste em juntar os conhecimentos de modo a desenvolver, a passar de um estado para outro, a progredir. Ligar dois ou mais conceitos, experiências para criar algo novo para aquela realidade.
O Slideshare, ou outra ferramenta do tipo, pode lhe ajudar nos Focos 1 e 2, desde que você consiga transformar os conhecimentos lidos e estudados, em exercícios práticos, que pode ser desde reescrever um texto, fazer uma nova apresentação com a sua visão do que foi lido, ou qualquer exercício que o obrigue a interpretar do seu jeito o tema lido. Aprender ou desaprender não depende do que se lê, mas de como se lê, do esforço em trabalhar e concretizar (tornar concreto, real, palpável) o tema. Assim como repetimos exercicios ou ginastica até que se tornem hábitos e passem realmente a fazer algum efeito, é preciso exercitar o conhecimento para criar mudanças que possam ser percebidas.
Já o Foco Criativo é dado pelo nosso esforço em achar relações, correlações, inconsistências e de fazer boas perguntas sobre o que é realmente desenvolver pessoas. Perguntas do tipo: Se para desenvolver pessoas a gente precisa dos 3 Focos acontecendo, os cursos que estamos ministrando na empresa, são capazes de fazer as pessoas ficarem um nível acima do que estavam antes ou estamos apenas treinando comportamentos dos colaboradores para eles ganharem uma balinha depois de fazerem um truque?
Abraço!
Alvaro Mello